Ela era uma rosa que toda hora mudava de cor. Toda hora mudava de espaço, de estado e de canção. Ela conhecia os prazeres da essência. Conhecia a doçura de um toque e o cheiro do amor.
Até que a doce rosa brotou em uma cidade que o sol não aquece, onde as pessoas não conhecem o valor da confiança, a fortaleza de um segredo e a doçura de uma amizade.
Ela achou triste essa cidade e sente frio quase todo tempo. A rosa do deserto se sente só e as vezes até mesmo vazia. Não sabe como as pessoas podem ser tão fria e tão sem amor.
Ela lembra, as vezes, das pessoas magicas que conhecia e chora sozinha sua dor. Tentam pisa-la para a esmagar por sentirem ódio da sua beleza. Mas ela é protegida pelo amor e pela luz que desce do céu.
A rosa do deserto guarda dentro de si as coisas boas que traz consigo. Isso é o que a sustenta nos dias vazios e secos de chuva. Se alimenta da esperança de lembranças que outrora criou. E se sente forte quando se sente fraca.
Um dia vai conseguir florescer em outro lugar, onde as pessoas são sinceras e onde o sol aquece a cidade. Onde ela possa contemplar suas estrelas e se sentir em paz.
